Eu não sou impaciente com as pessoas: eu sou intolerante.
Na verdade eu sempre quis ser libertária. Queria acabar com preconceitos, com rótulos, estereótipos.... Não que eu tenha deixado de acreditar nisso (não deixei!) mas é uma grande contradição eu me dizer freiriana (não tenho pretensão de dizer que sigpo Proudhon!), que valoriza todo tipo de cultura... se eu não admitia que meu namorado comesse arroz e feijão com colher (como um selvagem!) ao invés de usar os (aristocráticos, pode dizer!) garfo e faca.
Outro argumento para me chamar de burguesa é que eu não gosto de rap. Não mesmo. Não tem métrica, não tem rima, o vocabulário é pobre. Pode ser um grande instrumento de mudança, OK. É importante para as comunidades pobres ressaltarem seu valor. Ok. Mas eu não gosto de escutar na minha casa. Fato. Assim como (vamos ver...) se eu estiver numa balada gay ou na XV de Novembro e estiver tocando psy-trance-techno-dance-remix: Eu danço. Mas isso não abre qualquer possibiliadade deu ouvir isso no meu mp3 player ou num volume absurdo, no meu carro. Até porque eu não tenho nem carta. Hoho.
Cheguei a conclusão da minha intolerância ante-ontem, no cinema. Fui com a minha irmã assistir
O Número 23, e fiquei empolgada, como sempre, quando entro no cinema e percebo que a sessão (com S e depois SS) será quase exclusiva: nós e mais um casal. Só! Viva! Não sei porque me empolgo tanto com essa sensação de semi-exclusividade no cinema. Deve ser aquele gostinho bom de quando vc descobre uma banda maravilhosa que ng mais conhece.... e que qnd todos conhecem parece perder um pouco do brilho. Voltando ao cinema, com a sessão quase exclusiva. Eis que chega um grupo de uns 15 pré adolescentes que resolve não se sentar junto, o que só piora, já que eles nao param de conversar -aos berros. E pela frequencia e altura que eles conversam, pode-se deduzir que eles não assistiram NADA do filme. Pagaram R$6 (a meia entrada) para não ver o filme. Perderam, pq parecia ser bem interessante (e me lembrava diretamente a discussão em uma comunidade, embora lá a obsessão seja pelo número 27).
Embora nós e o casal pedissimos silêncios e fizéssemos vários Shhh durante o filme, eles NÃO CALAVA A BOCA e ainda começaram a jogar pipoca e bala nas pessoas. *Começo a achar Herodes natural* O MEU filme, eu gosto de ver em silencio. Ok, em casa, eu e minha irmã assitimos a varios filmes (um por dias nas semanas em que ela nao tem testão) e conversamos muito sobre eles e durante eles. Mas damos pause antes. No cinema, é até questão de boa educação (burguesa e aristocrática?!), mas conversar, só depois do filme.
5 comentários:
Não achei nada intolerante....
Quanto a comer de colher e ouvir rap, isso é questão de gosto. Não é que você acha rap uma coisa de favelado, é que vc já ouviu e não dá click na sua cabeça... normal...
E no cinema, pf, tá certo mesmo. Vc devia ter chamado o lanterninha.
Vcs tavam lá pra assistir o filme, certo?
Meu pai trouxe esse filme um dia, fomos assistir, eu dormi no 10º minuto, e acordei quando começou os créditos :p
o Tim Maia Racional e os Racionais eu já tentei BASTANTE gostar, mas não desce :op
racionais é mto bom...
eu curto uma quantidade boa de grupos de rap... ah, eu sou aristocráta e burguês pra uma porrada de coisas... não tem como mudar, isso é o jeito q vc é criado, por mais q a gente não queira, é criada uma sepração entre grupos e tal...
concordo totalmente com vc quanto a cinema e pessoas chatas... mas acho q nem existe lanterninha nesses cinemas de hoje em dia, existe?
em2002 existia, pq eu levava broncas *hohoho* MAS EU NAO CONVERSAVA NO CINEMA! (só piorei a frase, nao?)
hahaha
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